A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em sessão realizada nesta terça-feira (13), um reajuste tarifário médio de 21,04% nas contas de energia elétrica para os clientes da Enel Rio, concessionária que historicamente operava sob o nome de Ampla. A nova tabela de preços entra em vigor a partir do dia 15 de março, trazendo um impacto financeiro significativo para o orçamento dos moradores e das empresas fluminenses.
De acordo com o detalhamento divulgado pela agência reguladora, o impacto será sentido de maneira distinta dependendo da categoria de consumo. Para os consumidores atendidos em baixa tensão — grupo que abrange majoritariamente as residências —, o aumento médio será de 21,46%. Já para o setor produtivo e industrial, cujos clientes são atendidos em alta tensão, a alta média aprovada foi de 19,94%.
A concessionária Enel desempenha um papel fundamental no suprimento energético do estado, sendo responsável pelo atendimento a aproximadamente 3,1 milhões de clientes distribuídos por 66 municípios do território fluminense. Com o reajuste, o custo operacional das famílias e das indústrias dessas regiões passará por uma elevação considerável.
O cenário de encarecimento da energia no Rio de Janeiro também foi marcado por outra decisão no mesmo dia. Mais cedo, a Aneel já havia autorizado um reajuste médio de 10,36% nas tarifas da Light, concessionária que supre quase 5 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios fluminenses, ampliando a pressão sobre o custo de vida no estado.
Essas altas expressivas aprovadas para o mercado fluminense alinham-se a um movimento mais amplo de reajustes tarifários que superam com margem os índices oficiais de inflação. Dados da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) revelam que, no período entre 2014 e 2017, a tarifa média para o consumidor residencial brasileiro acumulou uma alta de 31,5%, com projeções de que o índice acumulado pudesse atingir 44%.
Para efeito de comparação, a escalada nos preços da eletricidade nos últimos quatro anos ultrapassou significativamente a inflação oficial acumulada no mesmo intervalo, que registrou 28,86% segundo as estatísticas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciando o descolamento entre o custo da energia e o restante da economia.
Fonte original: G1