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Situação jurídica: Dr. Bumbum pode voltar a atender caso seja solto, explica CRM

Mesmo com o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, Denis Furtado ainda pode exercer a profissão caso seja liberado da prisão, até que haja uma decisão definitiva do Conselho Federal.

Por Redação
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Situação jurídica: Dr. Bumbum pode voltar a atender caso seja solto, explica CRM

O médico Denis Cesar Barros Furtado, amplamente conhecido como Dr. Bumbum, mantém a possibilidade de retornar aos atendimentos médicos caso seja solto, apesar de ter tido o seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Distrito Federal. A proibição definitiva do exercício da medicina só ocorrerá caso a penalidade seja rigorosamente confirmada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Segundo esclarecimentos prestados pelo assessor jurídico do CRM, Marco Antônio Medeiros e Silva, a decisão atual ainda comporta recursos dentro da própria esfera do órgão regional, o que impede o imediato encaminhamento do processo para a instância federal. “Ainda há espaço para a ampla defesa e o contraditório. Agora, se o registro for cassado de vez, não tem volta. Ele não poderá mais exercer a medicina no país”, pontuou o representante. Atualmente, o CFM não possui um prazo estipulado para analisar a tramitação e reiterou que não pode agir de ofício na cassação do registro sem a conclusão prévia do processo pelo conselho local.

A cassação do registro de Denis Furtado foi decretada no contexto de um processo disciplinar iniciado no ano de 2016, em Brasília. A penalidade, contudo, só veio a público por parte do conselho distrital dias após a repercussão nacional da morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, que faleceu após ser submetida a um procedimento estético conduzido pelo médico na cobertura de um edifício na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. No processo originário de 2016, fiscais do CRM constataram irregularidades graves, como a realização de procedimentos em locais sem a devida higienização — incluindo macas desprovidas de lençóis descartáveis — e a veiculação de fotografias do tipo 'antes e depois', prática vedada pelas normas da profissão.

Na época da primeira autuação, o CRM aplicou uma cassação de caráter cautelar, medida adotada antes do encerramento definitivo do processo devido à gravidade das denúncias. Contudo, três meses após a sanção inicial, a defesa do médico obteve sucesso ao reverter a decisão na Justiça Federal. Questionada sobre os desdobramentos recentes, a equipe jurídica de Dr. Bumbum confirmou que pretende interpor novos recursos para contestar a nova cassação do registro profissional.

Em paralelo aos desdobramentos administrativos no conselho de classe, o médico foi formalmente indiciado pela morte de Lilian Calixto. Investigações e apontamentos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) revelaram que Denis Furtado não possuía a especialização obrigatória em cirurgia plástica — exigência que demanda dois anos de residência em cirurgia geral seguidos de mais três anos específicos na área estética —, além de realizar os procedimentos em ambientes inadequados. Um ex-chefe do investigado relatou que ele se recusava a cumprir os programas de residência médica ou buscar titulações oficiais para atuar na especialidade.


Fonte original: G1

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