A campanha de vacinação contra a meningite chegou ao seu último dia na cidade do Rio de Janeiro com grande adesão do público, resultando em longas filas e no esgotamento total do estoque do imunizante destinado a pessoas de até 59 anos.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, as unidades de atendimento foram abastecidas com 40 mil doses neste sábado (31), mas o montante se esgotou ainda durante a manhã. Com a forte procura ao longo do mês de outubro, o total de pessoas imunizadas na capital chegou a 450 mil.
Ampliação temporária e balanço da campanha
O imunizante, que integra regularmente o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) com foco em crianças e adolescentes, teve sua faixa etária de cobertura ampliada durante o mês de outubro. A medida de resgate vacinal para o público de até 59 anos foi adotada seguindo uma recomendação do Ministério da Saúde, com o objetivo de otimizar os lotes de vacinas disponíveis.
Por meio de nota oficial divulgada pela prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde celebrou o engajamento da população:
"Mais uma vez o carioca atendeu ao chamado para a imunização: somente nesta semana, já foram cerca de 180 mil pessoas vacinadas. As 450 mil doses aplicadas nos últimos 25 dias representam 1.700% de aumento em relação ao que é aplicado dessa vacina em um mês comum."
A Vacina Meningocócica ACWY esteve disponível em 245 salas de vacinação da rede municipal, o que incluiu os três Super Centros Cariocas de Vacinação. A partir da próxima semana, o imunizante retorna ao seu formato regular, sendo direcionado exclusivamente para a rotina de crianças de 1 a 4 anos e adolescentes de 11 a 14 anos.
Sobre a doença e proteção
O imunizante administrado protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis (A, C, W e Y), principal agente causador da doença meningocócica invasiva. A infecção pode se manifestar clinicamente como meningite — inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — ou como meningococcemia, caracterizada por uma infecção generalizada na corrente sanguínea.
Especialistas reforçam que os quadros possuem evolução rápida e podem acarretar complicações graves, sequelas permanentes para os pacientes afetados e até mesmo o óbito.
Fonte original: O São Gonçalo