As investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram que o ataque armado registrado no Complexo da Vila Brasília, em Volta Redonda (RJ), no último domingo (25), foi executado por um comboio de veículos que transportava mais de 20 criminosos utilizando roupas semelhantes às da polícia. De acordo com a apuração da delegacia do município, o grupo é especializado em invasões e disputas territoriais, vindo do Morro da Penha, no Rio de Janeiro, e contou com ao menos um morador local para orientar a investida.
Balanço das apreensões e ações policiais
Até a manhã da última terça-feira (27), o balanço oficial das forças de segurança contabilizava oito automóveis e uma motocicleta apreendidos, além de um carro e um ônibus que foram incendiados durante as ações de domingo. Cada veículo do comboio transportava homens fortemente armados e caracterizados com fardamentos táticos falsificados.
Os episódios de violência provocaram destruição logo no primeiro dia, quando o automóvel e o coletivo do transporte público foram queimados no complexo, atingindo a fiação da rede pública e afetando serviços de internet e telefonia na região e em bairros vizinhos como Vale Verde, Fazendinha e Belo Horizonte.
Na segunda-feira (26), dois automóveis foram apreendidos no alto da Vila Brasília, em um sítio próximo à caixa-d'água, e outro carro foi localizado abandonado no bairro Jardim Amália. Em outra frente de diligências, agentes estouraram um ponto de apoio do grupo no bairro Santo Agostinho, onde recolheram veículos com placas clonadas, uma motocicleta, armamento pesado, munições, granadas e fardamentos camuflados.
Funcionamento de serviços e contexto do confronto
A Prefeitura de Volta Redonda e a Polícia Civil informaram que os serviços essenciais foram mantidos na cidade. A administração municipal garantiu a continuidade do transporte coletivo, postos de saúde, assistência social, coleta de lixo e o retorno normal das aulas na rede pública, inclusive nas unidades situadas na região do Complexo da Vila Brasília, orientando os moradores a ignorarem boatos e buscarem canais oficiais.
O ataque ocorreu na manhã de domingo, dia do segundo turno das eleições, quando integrantes de uma facção criminosa externa tentaram tomar o controle de pontos de venda de drogas na localidade e entraram em confronto com equipes do Grupo de Apoio Tático (GAT) do 28º Batalhão da PM. A ação resultou em dois suspeitos mortos e dois feridos.
Após o episódio, a Polícia Militar ocupou a região por tempo indeterminado com mais de 40 agentes, incluindo tropas de elite do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC), enquanto as investigações continuam para identificar e capturar os demais envolvidos.
Fonte original: G1