Rio de Janeiro & Região Metropolitana | Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
10°C • Nublado
Política

Mais um capítulo de Paes X Ruas: coligação pede cassação no TRE-RJ

Atualização sobre: Mais um capítulo de Paes X Ruas: coligação pede cassação no TRE-RJ...

Por Redação
0:00
--:--
Mais um capítulo de Paes X Ruas: coligação pede cassação no TRE-RJ

A disputa pelo Palácio Guanabara ganhou uma batalha judicial: a coligação do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) pediu ao TRE-RJ a cassação da chapa de Douglas Ruas (PL), sob alegações de compra de votos e manipulação do eleitorado.

Um dos pontos da ação envolve cerca de 204 mil eleitores que digitaram 13 para governador do Rio — votos considerados nulos, já que não havia candidato com esse número. A campanha de Paes sustenta que material distribuído pela campanha adversária contribuiu para a confusão. O número do ex-prefeito era 55.

Segundo os advogados Gustavo Schmidt, André Luiz Miranda, Filipe Orlando Saraiva, Marcio Alvim Trindade Braga, João Ricardo Lutterbach e Hassan Almawy, um dos panfletos, com 1,1 milhão de exemplares encomendados, associava a imagem de Paes à de Lula e à inscrição “Lula é 13”. A coligação também aponta santinhos com foto de Paes e o número 22, de Ruas, além de relatos de compra de votos.

As acusações ainda precisam ser comprovadas. Os votos no 13, isoladamente, não revelam a intenção de quem os digitou nem demonstram que decorreram dos panfletos.

Essa ação é diferente da disputa que o PSD levou ao STF para tentar assegurar um segundo turno. No Supremo, a discussão gira em torno dos 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho: o partido defende que, mesmo anulados para o candidato, eles permaneçam no cálculo que determina a necessidade de uma segunda rodada.

O caso passou por decisões sucessivas. Depois da impugnação do Ministério Público Eleitoral, o TRE-RJ negou por unanimidade o registro de Garotinho. Ele recorreu e disputou a eleição com a candidatura sub judice. No dia da votação, Nunes Marques determinou que seus votos fossem considerados provisoriamente no cálculo dos percentuais, até o julgamento pelo plenário.

Depois da eleição, Garotinho pediu para desistir do recurso, mas o TSE rejeitou a desistência. Em 8 de outubro, a corte confirmou o indeferimento do registro e, por 5 votos a 2, determinou a anulação dos votos e a retotalização. Com isso, Ruas passou a superar os 50% dos votos válidos, vencendo no primeiro turno.

Especialistas ouvidos pelo Consultor Jurídico defendem que houve uma escolha política dos eleitores de Garotinho, distinta de um voto nulo deliberado, e que essa manifestação deveria ser preservada para definir o segundo turno. É uma tese jurídica favorável a Paes, mas que não prevaleceu no TSE.

Agora, os dois processos podem produzir consequências diferentes: a ação no STF busca uma segunda rodada entre Paes e Ruas; uma eventual cassação da chapa vencedora no TRE pode levar a uma nova eleição, sem entregar automaticamente o governo ao segundo colocado.


Fonte original: Veja Rio

Em destaque · Empreender

5 ideias de negócios para começar pequeno

Comece com o que tem. Compare custos, descubra quanto pode sobrar e planeje seu primeiro passo.

Contas abertas · Simulador · Passo a passo Conhecer as 5 ideias

Turismo & Gastronomia

Descubra os melhores roteiros, restaurantes, feiras e praias do Rio neste fim de semana.

  • Roteiro das Melhores Feiras de Ipanema & Gávea
  • Condições das Praias: Barra, Leblon & Copacabana
  • Peças e Shows em Cartaz no Theatro Municipal